quinta-feira, 29 de maio de 2008

Rock da Mortalha




O Embrião do Rock da Mortalha começou em 1968 no bairro do Ipiranga em São Paulo, através da dupla Orlando Lui (Baixo e Vocal) e Marcos Baccas (Guitarra e Vocal) e chamavam-se “Os Bizimbetas”.

Em 1969 mudaram o nome para “Missa Negra”, em paralelo a dupla fazia participações nos grupos de baile.


Em 1969 tocaram com “Os Jades”, em 1970 com o “Apollo 5” e com “Os Beatmans”, no final de 1970 e início de 1971 com os “Slaves Of Drug” e com “Os Belsons”, em 1972 com “Os Flippers” e com “Os Sifu’s”, o último conjunto de baile com quem tocaram.

Em Setembro de 72 Orlando (Landinho) contraiu hepatite e ficou recluso por três meses. Fora visitado diariamente por Marcos e ambos começaram a compor repertório próprio, marcado por um “Hard Rock” cantado em português.

No verão de 1973, Orlando, inspirado em gibis de terror e com uma queda para o mundo místico, sugere o nome da lenda: “Rock da Mortalha”.

Com a adesão do baterista Julinho, surge o trio tupiniquim com o Rock mais pesado da época. Passaram a usar vestes negras, capas de morcego, tarjas e botas de soldado. No repertório os temas eram a eterna luta do “Bem” contra o “Mal”, reencarnação, a busca do conhecimento transcendental e magia.


Em Janeiro de 1975 participam do I Festival de Águas Claras em Iacanga - Bauru - SP, encerraram a noite com uma performance que eletrizou seu primeiro grande público. Nessa noite uma galera argentina registrou-os em fita cassete, foram vistos como o “Black Sabbath Tupiniquim”. Um ledo engano e confortante exagero, pois buscavam uma identidade própria, eram originais e muito diferentes das bandas de Rock Paulista da época.

A partir de então, o nome Rock da Mortalha começa a ecoar pelos quatro cantos o país. Onde tocavam faziam estremecer a cena “Underground” da época. Numa época em que não se cogitava o Black Metal eles já faziam um show com performances macabras. Na abertura dos shows, Orlando escondia a face sob a luz negra e portando um crânio humano iniciava um ritual macabro. Monologava sobre nosso cotidiano infernal enquanto o som tétrico e as nuvens movediças de gelo seco envolviam Lola, um Dantesco bailarino performático. Em seguida, Marcos arrancava “riffs” poderosos da partitura da Morte e o público era abençoado pelo “anjo” do Rock’n’Roll.

No ano de 1977 chegaram a gravar em 4 canais no Estúdio da Pirata, do Aurino (irmão de Eduardo Araújo), mas este trabalho nunca foi lançado. Receberam convites sinistros de empresários e seitas satânicas. Nessa época foram rotulados de fazer um “Rock Putrefato Pesadíssimo”. Houveram fãs e seguidores que se vestiam à caráter, um deles chegou a levar um caixão em um dos concertos. Participaram de programas de TV, vários festivais, tocaram e inúmeros teatros, clubes, salões de bailes e em muitas “bocadas”.

No ano seguinte (1978) a banda chega ao auge, mas numa reviravolta troca de músicos, muda de visual e termina em 16 de Abril de 1978. Mudando o nome para “Xock”, Orlando e Marcos persistem, e na minha opinião, criam o melhor som da banda: Dr. Fausto.

Ao começar a década de 80, depois de alguns contratempos e desentendimentos, mudam de nome para “Crisálida”, mas ai começa outra longa história...

Infelizmente, Marcos e Orlando faleceram há pouco tempo. Seu primeiro baterista, o Julinho, perambula por ai (dizem que é um morador de rua na Vila Liviero), como um fantasma bêbado atormentado pela própria lenda. Lola, o dançarino performático, está em Campinas, vive com na casa com os pais, lá ele é conhecido como Lótus Rock.

Última formação em 1979: Orlando Lui (Baixo e Vocal), Marcos Baccas (Guitarra e Vocal), Marco Carvalhanas (Bateria), Participação Especial de Lola (Dançarino).

(Extraído do texto de Raymundo Raine publicado no sítio:
"A BARATA" em memória de Orlando Lui (Landinho), falecido em 23 de Dezembro de 2003. Adaptado e atualizado por Ricardo Macedo)
















Esta gravação é somente uma homenagem a esta Revolucionária banda que estava muito além do seu tempo, a qualidade não é o mais importante e sim o registro histórico deste material, é um ensaio gravado sem grandes recursos.

Contém as musicas:

1. Esquisofrenex
2. O que aconteceu
3. Seja Aqui no céu, onde for
4. Satânico estripador
5. Mundo velho
6. Agonia e dor


segunda-feira, 19 de maio de 2008

HEPATITES.

Dia 19 de maio comemora-se o Dia Mundial da Hepatite e, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os riscos das hepatites B e C, várias cidades brasileiras organizaram uma programação de eventos. Passeatas, caminhadas, distribuição de material informativo, testes de detecção, palestras, seminários, entre outras atividades serão realizadas por diversas instituições e organizações não-governamentais (ONGs).
Os eventos fazem parte de uma campanha mundial chamada Sou o número 12?, coordenada por uma ONG recém-criada, a World Hepatitis Alliance (WHA). A WHA representa em torno de 200 grupos de pacientes portadores de hepatite B e C em todo o mundo. Difundir informação sobre as hepatites B e C é um dos objetivos da campanha Sou o número 12? Informação é importante para que as pessoas façam o teste diagnóstico e procurem tratamento. "Se nada for feito de imediato, mais de 1 milhão de brasileiros poderão desenvolver cirrose ou câncer no fígado nos próximos 15 anos. O custo social, com perda da capacidade de trabalho, aposentadorias, tratamento da cirrose e prováveis transplantes de fígado, será infinitamente superior ao que seria gasto com detecção e tratamento dos infectados".
O Ministério da Saúde não participará da campanha.
Lamentamos a resposta, já que após cada encontro nacional das ONGs que lutam pelas hepatites, diversos ofícios foram entregues ao Ministério solicitando apoio à campanha do mês de maio.
A não adesão à campanha é uma clara demonstração de que o ministério da saúde não quer alertar ou informar a população sobre o grave problema que atinge a saúde de quase seis milhões de brasileiros, com medo de ter que dispor de dinheiro com os doentes.

ORÇAMENTO TOTAL PARA 2008 = R$295.428.000,00
Considerando que existem no Brasil entre 5 e 6 milhões de brasileiros infectados com as hepatites B e C, o valor previsto no orçamento para todo o ano de 2008 representa R$57,00 por infectado. Comparando com a AIDS, que reserva R$3.800,00 para cada infectado, um doente de hepatite vale para o Ministério da Saúde 1,5% daquilo que vale um infectado pelo HIV/AIDS.

Quer saber mais sobre o assunto ?
Consulte o sítio:
Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Falei errado a vida inteira ! ! !

O Diogo da comuna Asilo de Rockeiros do Orkut, mandou esta no fórum "Pensamento do dia..."

Nossa Língua Portuguêsa - "Velhos ditados populares" do Prof. Pasquale Cipro Neto

No popular: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro."
O correto: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro."

No popular: "Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão."
O correto: " Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão."

No popular:"Cor de burro quando foge."
O correto: "Corro de burro quando foge."

No popular: "Quem tem boca vai a Roma."
O correto: "Quem tem boca vaia Roma." (do verbo vaiar)

No popular: "Cuspido e escarrado" (quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa)
O correto: "Esculpido em Carrara." (tipo de mármore)

No popular: "Quem não tem cão, caça com gato."
O correto: "Quem não tem cão, caça como gato"... ou seja, sozinho !"

Vai dizer que você falava corretamente algum destes ?
EU NÃO SABIA, E VOCÊ ?

É de verdade...

E não é que é de verdade...
Olha só o que ela vai preparar, um Polvo ! ! !